O Castelo - Dois Mundos Em Conflito

sábado, 22 de julho de 2017

A Diferença entre capitalista e socialista no motel.




Um sujeito, inveterado capitalista, conhece uma mulher em um barzinho e sabendo da sua condição de casada a leva para um motel.
Conversa vai conversa vem e depois de algumas transadas fica sabendo que a tal mulher era esposa de um grande amigo.
Depois da surpresa diz:
Bom, a gente não sabia de nada, mas já que estamos aqui vamos aproveitar o resto da noite, afinal, mulher de amigo meu, amigos, amigos negócios à parte.
Um segundo sujeito que se dizia socialista convicto conhece uma mulher em um barzinho e sabendo de sua condição de casada a leva para um motel.
No motel, conversa vai conversa vem e depois de algumas transadas fica sabendo que aquela mulher era esposa de um grande amigo.
Os dois ficam ali chorando e se lamentando, cheio de solidariedade com o amigo e esposo, já devidamente transformado em galheiro.
O sujeito diz com toda ênfase:
Mulher de amigo meu para mim é homem, mas tudo bem, não posso desconsiderar minha parte feminina.
Era uma chorada e uma transada até a noite terminar.
Ou seja, os dois fazem as mesmas coisas como deleite da vida, e usufruto das suas benesses. O que muda é só o discurso.

João Drummond




domingo, 2 de julho de 2017

Foi golpe afinal... Mas banal

A palavra golpe pronunciada rotineiramente, provoca em nós alguns efeitos a médio e longo prazo. Como um veneno diluído ou uma cena de violência que, em principio causa mal estar, nós vamos por um processo de psico-adaptação, ficando inumes, distantes, como se tratasse de algo que nada tivesse a ver com nossa realidade cotidiana.
Antigamente quando ouvíamos falar em golpes de estado aquilo nos chocava. Envolvia ações armadas violentas e com derramamento de sangue. Os golpes modernos são mais sutis e envolvem os aparelhos e órgãos estatais, instituições, imprensa, de modo que tudo se passa com uma aparência de legalidade e normalidade.
Porque a expressão golpe ficou banal? Porque dita a exaustão sem produzir nenhuma consequência e ação contrária se banaliza no dia a dia.
Sociedade, imprensa contra e a favor, congresso, Supremo, Exercito, OEA, ONU, PAPA, Pacto de San José, Unasul, ninguém, consegue barrar o golpe.
Existem varias formas de se aplicar golpes de estado sutis e com aparência de legalidade atualmente. Por exemplo: eleição ganha com fraudes é uma delas, e talvez a mais danosa à democracia porque se reveste com mais propriedade dos seus princípios e primados. Depois que a democracia foi arrombada, violentada como a virgem inexpugnável, abre-se ai a caixa de Pandora capaz de justificar perante os “sem principio e moral” qualquer ação espúria que vier a seguir.
Estaria aí justificada na cabeça dos signatários das fraudes qualquer ação que represente conquista de poder e espaço politico, já que “ladrão que rouba ladrão...”.
A corrupção é uma instituição nacional, mas é nos últimos tempos que ela tem sido exposta de maneira tão explicita para a sociedade que só “crê no que os olhos veem”, isto com o advento dos microdispositivos de filmagem e gravação.
Quando não haviam as cenas a gente dava o beneficio da duvida, já que podia ser realmente intriga da oposição.
Os vídeos de pixulecos e propinas sendo pagas se multiplicaram e passávamos a ver também uma evolução da cara e pau dos corruptos, quando mesmo diante destas cenas continuam insistindo que são inocentes.
A tal ação controlada foi uma inovação no combate á corrupção, e aplicada contra um presidente da republica mostrou-se um instrumento eficaz na aplicação da lei de colarinho branco.
Mas mesmo ela não gera a prova absoluta, capaz de condenar por si só e por suas imagens, porque a aplicação das ferramentas legais tem que estar submetidas às normas e formatos aceitos pela constituição.
Um simples exemplo é que uma gravação de um crime pode ser considerada prova ilegal se a defesa alegar que o gravador ou filmadora é produto de contrabando.
De repente nosso descredito com a politica e com os políticos nos leva a retirar de nossos sistemas de valores e crenças o benefício da duvida, e a acreditar que todo suspeito de corrupção já é culpado de antemão.
Invertem-se os primados de amplo direito de defesa e da inocência em primeira mão, já que tudo se resume a uma gravação controlada ou fortuita que pegue o sujeito no fragrante.
Assim como temos visto militantes e partidários defenderem seus políticos “porque não há provas” quando até os mais ineptos e imbecis estão cientes de sua culpa, parece que o povo em geral acometido pela síndrome do autismo e do distanciamento da politica, pouco esta se lixando se houve ou está havendo golpe, já que tudo é farinha do mesmo saco.
O que acaba valendo é “quem vai governar de maneira a lhes garantir, no cotidiano as condições de trabalho, saúde, segurança, educação e outras destas coisinhas sem importância para os políticos, juízes, procuradores, funcionalismo de alto escalão que já as tem garantidas pelas vias da legislação e gestão em causa própria”.
E a tão decantada Democracia continua, apesar do discurso hipócrita, como nossa maior utopia como o farol a brilhar na escuridão deste presente sombrio.

João Drummond


sexta-feira, 9 de junho de 2017

O Ultimo Suspiro da Republica

Foi assustador. O diabo é muito mais feio que a gente pensava. A leitura de parte do relatório do ministro Herman Benjamin mostrou uma coisa que a gente já suspeitava, mas tinha a esperança que fosse apenas suspeitas.
Calou mortadelas e coxinhas. Calou gregos e troianos. Calou o Brasil. Mostrou que a republica dá seu ultimo suspiro e carrega neste processo no TSE seu apelo traumático antes da derrocada final do sistema.
O TSE tem a obrigação moral e legal de cassar a chapa que ganhou as ultimas eleições sob o risco de jogar uma ultima pá de cal na nossa já fragilizada democracia.
Não houve processo democrático nestas eleições de 2014, nem voto popular legitimo. E isto não que dizer que a outra chapa deveria ter ganhado, muito pelo contrario. O mais assustador é reconhecer que se ela tivesse sido vendedora seria também ilegítima. Não sobraram opções ao eleitor.
O Brasil foi lesado, enganado em um processo regrado a propinas e desvios morais e legais de toda ordem. O processo eleitoral foi usado para encobrir as ações dos criminosos e dar ares de legalidade às eleições.
A narrativa do golpe estava correta afinal. Correta mas não completa. O primeiro grande golpe se deu nas malfadas eleições de 2014, quando a desfaçatez moral, a ousadia das gangues, a corrupção aberta e desenfreada ganhou contornos inimagináveis em uma democracia moderna.
O segundo golpe se deu quando a gangue se desentendeu e desta rusga resultou o impeachment e mais uma vez as leis foram usadas apenas com mera formalidade.
O ministro Herman Benjamin prognosticou que o TSE não vai ver em sua história outro processo parecido, porque a engenharia do crime foi tão bem articulada que ele a comparou a uma muralha da China. Segundo ele só foi possível desvendar o esquema e jogar luz sobre ele por causa da Lava Jato.
De certa forma seu relatório mesmo não tendo sido concluído ainda está enredando os outros ministros num tremendo dilema. Ou o TSE cassa a chapa Dilma/Temer ou o Brasil cassa o TSE.
Tem momentos em que um cidadão, um tribunal, ou uma nação tem que ter a dignidade de fazer o que deve ser feito, sem medir consequências. O que vem a seguir pode ser dramático, mas nunca será mais dramático do que estas suspeitas pairando permanente sobre nossas cabeças.

João Drummond   


segunda-feira, 29 de maio de 2017

Eu corrupto, Tu corrupto, Eles corruptos...

O Brasil finalmente descobriu que existe corrupção, (pelo menos oficialmente). Desde criança ouvimos falar em desvios de verbas, comissões a políticos majoritários em obras publicas, os tais que “roubavam, mas faziam”.
Em São Paulo tivermos Paulo Maluf que fez escola, em Minas Gerais, são conhecidas as peripécias de Newton Cardoso que era considerado um trator para governar. Já em Sete Lagoas tivemos o Marcelo Céce com este perfil e em todo o país muitos outros.
Homens que saíam da iniciativa privada, (indústrias, empreiteiras) e se aventuravam na politica com uma atitude peculiar agressiva que contrastava com a de políticos tradicionais, as velhas raposas, com suas lengalengas e embromações tradicionais.
Em contraste com aqueles que embromavam e roubavam estes novos políticos também roubavam, mas faziam obras que ganhavam as mídias e os corações dos eleitores.
Estes políticos tratores alardeavam suas obras com outdoors nas ruas e publicidade nas mídias que davam ao leitor incauto a ideia de uma figura realizadora, determinada e dinâmica, merecedora por isto de continuidade em seu mandato, para continuar fazendo e roubando.
Esta nova classe de políticos também fez escola ao se converterem em profissionais, salvadores das cidades e da pátria, com campanhas de cunho personalista, se perpetuavam no poder e ainda transferiam votos para apadrinhados, afilhados e outros prepostos.
Neste momento se viu o peso considerável que representava a teoria do marketing aplicado á politica, construindo imagens fortes e duradoras, marcas quase indestrutíveis na cabeça do eleitorado, quando pessoas claramente incapazes de governar se transformaram em lideres políticos incontestáveis, como foi o caso de Aécio Neves em Minas.
O Brasil foi marcado por muitos grandes escândalos políticos nas ultimas décadas e isto pode ser pesquisado na Wikipédia no link a seguir
A maioria deles não levou a responsabilização de nenhum agente publico ou privado porque os acordões entre partidos levava, via de regra, a seus arquivamentos. As tais CPI ficaram desmoralizadas porque na maioria das vezes terminavam em pizza.
O Supremo sempre foi considerado um poder conservador e raramente condenou alguém por corrupção e Paulo Maluf, citado acima foi o exemplo mais emblemático: suas frases “eu não sabia”, “não era eu” e “eu nem estava lá” serviu de senha para outros políticos para configurar o escarnio deles para com os eleitores e o seu desprezo pela justiça.
O Brasil ganhou o vexatório adjetivo de “paraíso da impunidade” e perguntávamos quando a justiça seria independente e altiva para pegar e punir os criminosos de colarinho branco.
Uma mudança substancial começou a acontecer há alguns anos atrás com o mensalão, nome dado ao escândalo de corrupção política mediante compra de votos de parlamentares no Congresso Nacional, que ocorreu entre 2005 e 2006.
Uma nova geração de promotores comandados pelo juiz Sergio Moro, acenava para uma mudança nesta realidade ao terem a coragem de aplicar a lei sem olhar o titulo ou cargo dos envolvidos.
Alguns figurões foram condenados na ação 470 e uma esperança começou a renovar os ares da republica.
Mas a corrupção não iria se render assim tão fácil e isto ficou evidente nos anos que se seguiram com o escândalo que ficou conhecido como petrólão.
Quando criticávamos estes corruptos algumas vozes se levantaram dizendo que ninguém tinha moral para apontar o dedo outrem, já que nosoutros havíamos roubado pirulito na infância ou ficado com o troco a mais no caixa da padaria.
Este ponto merece um parêntese: A corrupção pessoal é uma realidade e cada qual de nós tem que saber lhe dar com ela, ou com a consciência ou com a dona justa, dependendo da sua gravidade e de sermos descobertos.
Acho, e isto é uma opinião muito pessoal, que devemos separar esta corrupção da corrupção publica. Não é preciso que viremos santos para assumirmos uma posição cidadã, lutando e denunciando a corrupção como pensam alguns.
Ao contrário, quando lutamos contra a corrupção publica e politica, somos obrigados a refletir sobre a nossa corrupção intima e pessoal pelo processo de conscientização que propicia.
Os promotores, delegados e juízes que lutam contra ela cometeram muitos erros e isto não se pode negar. Afinal esta é uma seara nova para eles. Mas acumularam também muitos sucessos reconhecidos pela maioria da sociedade. À medida que a corrupção é exposta à luz do sol uma nova mentalidade e consciência vai se construindo no país a partir das novas gerações.
Tenho lido em alguns lugares que “ou o Brasil acaba com a corrupção, ou a corrupção acaba com o Brasil”, e esta é uma possibilidade real que nos assusta.
A Lava Jato e o que ela representa sofrem ameaças reais em seu trabalho de assepsia, na medida em que estes velhos políticos e seus discípulos se unem para, num espasmo derradeiro salvar seu status quo e suas velhas e condenáveis praticas.
O cidadão que ama este país deve sair da sua zona de conforto e lutar por uma democracia de verdade em que todos têm diretos e deveres. O Estado de Direito é também o Estado de Deveres, onde um futuro melhor, mais justo, mais humano para todos é o farol a brilhar na escuridão que se abateu em nosso presente. Que a grande tragédia que vivemos hoje sirva para fazer renascer uma Nação que seja digna do nome Brasil.


João Drummond






domingo, 9 de abril de 2017

Trump “Dedo no Gatilho Kid” Versus Putin “O Bárbaro das Estepes”

Analisando a conjuntura politica mundial neste prenuncio do retorno da bipolarização e da guerra fria em pleno ano de Nosso Senhor de 2017, podemos alinhar de um lado alguns fatos que são de domino publico e outros que estão na cota de suposições ou teorias conspiratórias.
“Investigadores turcos dizem que o gás sarin pode ter sido usado no ataque que, no dia 04/04, matou pelo menos 86 pessoas e feriu outras mais de 550 na província de Idlib, na Síria. As vítimas do brutal bombardeio sofreram de asfixia, desmaios, vômitos e espuma na boca. Entenda o que é o gás sarin, este perigoso agente químico, e como ele funciona, (O Globo).”
Pois Bem: Os americanos em reposta a este suposto ataque bombardearam uma base militar síria de onde um avião teria decolado para promover este ataque. Dizem que tem provas.
O governo Sírio e seu maior aliado a Rússia afirmam que aldeia de Idlib foi vitima de vazamento de gás sarin quando um deposito do mesmo foi bombardeado pelos guerrilheiros.
Sabe-se que este tipo da arma química é proibida por tratados internacionais e com adendos que determinam seu banimento e destruição de seus estoques. Porque cargas d’agua a Síria manteria estes estoques se não tivesse a intenção de usá-los um dia. De outro lado só o fato de manter este estoque já configura um crime, já que assumem o risco de matar.
Continuando, alguém promoveu este ataque e podemos especular sobre alguns candidatos a suspeitos:
1 - O presidente Bashar AL Assad
2 – Algum comandante rebelde do exercito sírio.
3 – O comando da guerrilha
4 – Os americanos
Poderíamos também combinar estas opções para a de que algum comandante do exercito sírio tivesse sido subornado pelos americanos ou pelos guerrilheiros.
As motivações. Se foi o governo sírio não dá para entender o seu motivo já que neste momento a situação da guerra lhe era favorável.
Um comandante rebelde poderia ter como motivação o enfraquecimento do regime de Bashar AL Assad, assim como poderia ser também as motivações dos guerrilheiros ou dos americanos.
A reação de Trump foi precipitada? Pode ter sido já que atacaram uma base militar com alegação de que o avião usado no ataque à aldeia saiu de lá. (Tem que mostrar estas provas). Os custos do ataque foram altos em relação aos estragos promovidos. Já a repercussão foi gigantesca e passou alguns recados para adversários e aliados.
Trump não vai mais esperar pelos tramites demorados dos procedimentos legais da ONU e da comunidade internacional já que estes podem ser vetados pela Rússia e pela China.
Esta atitude é arriscada uma vez que assume de novo de forma unilateral o papel de gendarme mundial.
Os americanos têm recursos bélicos e financeiros para isto, mas suas ações perdem legitimidade diante da comunidade internacional e ouriçam o urso soviético.
A Rússia já dá sinais claros de reposicionamento politico e bélico em relação ao EUA no sentido de uma preparação para um possível conflito.
E neste momento o mundo se coloca em suspense a espera das próximas ações neste tabuleiro de xadrez politico.
Por enquanto as partes rosnam e arreganham os dentes e qualquer movimento em falso pode colocar em movimento uma guerra de proporções globais. Guerra esta que já é prenunciada há tempos por especialistas, que admitem mesmo que ela é inevitável. É tudo uma questão de tempo.


João Drummond


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Viajando Num Raio de Luz






Einstein se imaginou viajando num raio de luz e viu coisas da realidade deste mundo que estão vedadas ao mortal comum.
Tentei fazer o mesmo exercício, mas não é tarefa fácil, mesmo em estado de meditação.
Você se imagina reduzido a um fóton, monta num raio de luz e sai rebatendo cabeça numa massa disforme de energias dinâmicas e multicoloridas em constante movimento e mutação.
Não dá pra ver nada que se identifique com este mundo terra a terra a que estamos habituados com suas rotinas e mesmices.
O resultado foi melhor quando me imaginei montado num raio laser projetado para o espaço, mas mesmo assim a sensação de tedio é dominante, já que se levam anos e anos luz, numa viagem em que o cenário pouco muda.
Achei melhor confiar nos velho Einstein e nas teorias que ele nos legou advindas destas viagens astrais porque afinal seu cérebro privilegiado, podia ver coisas mesmo viajando na velocidade da luz, que cérebros medianos nem podem sonhar, muito menos conceber.
Ele disse, traduzindo para a linguagem banal que nada é o que parece e todo o universo é uma estrutura que se move e se modifica o tempo todo. Constatou que o que nós chamamos de realidade é algo só nosso já que ela depende do ponto de vista do observador. Ou seja, este mundo de Einstein é um mundo de múltiplas e infinitas possibilidades e cada qual de nós tem a sua realidade exclusiva.
Este mundo é despojado de todas as certezas e o absolutismo cedeu lugar ao relativismo onde cada realidade é forjada num piscar de olhos baseada em diretrizes e parâmetros intrínsecos e extrínsecos combinados.
A física tradicional perdeu status para a física quântica quando nossos pensamentos passaram a criar a realidade e não mais observá-la e descrevê-la.
No que se refere às opiniões, a lei da relatividade prevalece. Cada um de nós detém as suas exclusivas, baseadas em valores que assimilamos ao longo do nosso aprendizado, como gafanhotos que somos neste Templo chamado Terra.
Observamos, no entanto, que o império da física tradicional, absolutista, ditatorial, ainda prevalece entre pessoas bem informadas que se travestem com pensamento progressista ou conservador, quando afirmam com absoluta certeza suas teses como únicas e ungidas, e quem mais pense diferente é desonesto, hipócrita, idiota e outros adjetivos mais contundentes.
Resolvi enquanto escrevia este texto que vou continuar buscando, nesta viagem entre as estrelas, montado em um raio de luz, o equilíbrio e a inspiração necessários para prosseguir nesta busca sem de fim de respostas, que além da dura realidade, além da física dura e imutável, me permitam continuar a sonhar, a sonhar e a sonhar.


João Drummond









sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Destrinchando a Teoria da Conspiração

O acidente que vitimou o ministro Teori vai ser investigado pelos órgãos competentes e suas conclusões divulgados num futuro próximo.
Até lá, como qualquer bom adepto das teorias conspiratórias eu também posso tecer as minhas.
Diz a noticia oficial que o avião de modelo Beechcraft C90GT, prefixo PR-SOM, saiu do aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, às 13h (horário de Brasília). De acordo com funcionários do aeroporto de Paraty, a aeronave caiu no mar por volta das 13h30, momento em que chovia na região.
Sobre o avião: o King Air C-90 é uma aeronave bimotor de pequeno porte e alta performance para uso executivo, com motorização turboélice e cabine pressurizada, com capacidade para transportar confortavelmente quatro ou cinco passageiros em viagens interestaduais (rotas domésticas), fabricada nos Estados Unidos a partir da década de 1970 pela então Beech Aircraft (atualmente Beechcraft Corporation), que utilizou como base o projeto de bimotor a pistão da década de 1960 chamado Queen Air, da mesma marca.
O grande sucesso do projeto King Air (uma variedade de modelos de aeronaves turboélice, iniciada na década de 1960 com o A-90 e, posteriormente, o B-90) é o resultado de uma feliz combinação de características positivas, entre elas a robustez estrutural, design da fuselagem com seção transversal semi-quadrada adotada pela Beechcraft, trem de pouso com amortecedores de longo curso, pressurização e, na época de lançamento, aeronave já motorizada com o motor turboélice PT6-A da marca Pratt & Whitney, resultando em maior velocidade de cruzeiro e altitudes mais elevadas de cruzeiro, em relação aos modelos de aeronaves a pistão.
Toda a linha King Air de aeronaves turboélice acumula mais de 7.000 aeronaves produzidas, incluindo os modelos C-90, F-90, B-200 e 350, um grande sucesso de vendas.
Quais seriam sua fragilidades: Seu pequeno porte que o torna vulnerável em condições de tempo adversas, (chuva e vento forte) e a ausência de caixa preta.
Se alguém quisesse promover um acidente teria que dar força ao azar. Primeiro acompanhar de perto a agenda do Ministro. A decisão de viajar para Paraty naquelas condições de tempo e naquela aeronave foi dele, em ultima instancia.
O aeroporto de Paraty: pelas regras brasileiras, uma aeronave só pode aterrissar no aeroporto de Paraty em condições visuais, isto é, se o piloto conseguir enxergar a pista a 5 km de distância e, ao mesmo tempo, tiver pelo menos 450 metros de teto (a visibilidade vertical, ou altura máxima acima do nível do mar).
Se as condições estiverem ruins, o piloto deve retornar ao aeroporto de origem ou buscar um destino alternativo. É diferente de um aeroporto que opera sob instrumentos, como o de Congonhas, por exemplo, em que mesmo sob condições climáticas desfavoráveis um avião consegue aterrissar. Não se sabe se as condições no momento permitiam a operação.
Há relato de testemunhas, não se sabe se procede que teriam observado manobras erradas do piloto.
Agora vamos à possiblidades de um provável conspirador.
Tendo seguido o ministro de perto e estando perto do avião e de seus procedimentos padrão, poderia, por exemplo, batizar a agua consumida pelos passageiros e piloto, de maneira a provocar sono ou redução de alerta, ou então colocar algum produto solido ou liquido que se volatizasse na cabine com o calor do motor.
Noutra vertente poderia também batizar o combustível do avião para provocar pane ou mau funcionamento. Depois disto apostaria no mal tempo e nas características do avião para aumentar as probabilidades de um acidente. Se não desse certo tentaria em outra oportunidade.
Esta é apenas mais uma teoria. Pode ter sido apenas uma conspiração do destino afinal.

João Drummond