O Castelo - Dois Mundos Em Conflito

domingo, 9 de abril de 2017

Trump “Dedo no Gatilho Kid” Versus Putin “O Bárbaro das Estepes”

Analisando a conjuntura politica mundial neste prenuncio do retorno da bipolarização e da guerra fria em pleno ano de Nosso Senhor de 2017, podemos alinhar de um lado alguns fatos que são de domino publico e outros que estão na cota de suposições ou teorias conspiratórias.
“Investigadores turcos dizem que o gás sarin pode ter sido usado no ataque que, no dia 04/04, matou pelo menos 86 pessoas e feriu outras mais de 550 na província de Idlib, na Síria. As vítimas do brutal bombardeio sofreram de asfixia, desmaios, vômitos e espuma na boca. Entenda o que é o gás sarin, este perigoso agente químico, e como ele funciona, (O Globo).”
Pois Bem: Os americanos em reposta a este suposto ataque bombardearam uma base militar síria de onde um avião teria decolado para promover este ataque. Dizem que tem provas.
O governo Sírio e seu maior aliado a Rússia afirmam que aldeia de Idlib foi vitima de vazamento de gás sarin quando um deposito do mesmo foi bombardeado pelos guerrilheiros.
Sabe-se que este tipo da arma química é proibida por tratados internacionais e com adendos que determinam seu banimento e destruição de seus estoques. Porque cargas d’agua a Síria manteria estes estoques se não tivesse a intenção de usá-los um dia. De outro lado só o fato de manter este estoque já configura um crime, já que assumem o risco de matar.
Continuando, alguém promoveu este ataque e podemos especular sobre alguns candidatos a suspeitos:
1 - O presidente Bashar AL Assad
2 – Algum comandante rebelde do exercito sírio.
3 – O comando da guerrilha
4 – Os americanos
Poderíamos também combinar estas opções para a de que algum comandante do exercito sírio tivesse sido subornado pelos americanos ou pelos guerrilheiros.
As motivações. Se foi o governo sírio não dá para entender o seu motivo já que neste momento a situação da guerra lhe era favorável.
Um comandante rebelde poderia ter como motivação o enfraquecimento do regime de Bashar AL Assad, assim como poderia ser também as motivações dos guerrilheiros ou dos americanos.
A reação de Trump foi precipitada? Pode ter sido já que atacaram uma base militar com alegação de que o avião usado no ataque à aldeia saiu de lá. (Tem que mostrar estas provas). Os custos do ataque foram altos em relação aos estragos promovidos. Já a repercussão foi gigantesca e passou alguns recados para adversários e aliados.
Trump não vai mais esperar pelos tramites demorados dos procedimentos legais da ONU e da comunidade internacional já que estes podem ser vetados pela Rússia e pela China.
Esta atitude é arriscada uma vez que assume de novo de forma unilateral o papel de gendarme mundial.
Os americanos têm recursos bélicos e financeiros para isto, mas suas ações perdem legitimidade diante da comunidade internacional e ouriçam o urso soviético.
A Rússia já dá sinais claros de reposicionamento politico e bélico em relação ao EUA no sentido de uma preparação para um possível conflito.
E neste momento o mundo se coloca em suspense a espera das próximas ações neste tabuleiro de xadrez politico.
Por enquanto as partes rosnam e arreganham os dentes e qualquer movimento em falso pode colocar em movimento uma guerra de proporções globais. Guerra esta que já é prenunciada há tempos por especialistas, que admitem mesmo que ela é inevitável. É tudo uma questão de tempo.


João Drummond


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Viajando Num Raio de Luz






Einstein se imaginou viajando num raio de luz e viu coisas da realidade deste mundo que estão vedadas ao mortal comum.
Tentei fazer o mesmo exercício, mas não é tarefa fácil, mesmo em estado de meditação.
Você se imagina reduzido a um fóton, monta num raio de luz e sai rebatendo cabeça numa massa disforme de energias dinâmicas e multicoloridas em constante movimento e mutação.
Não dá pra ver nada que se identifique com este mundo terra a terra a que estamos habituados com suas rotinas e mesmices.
O resultado foi melhor quando me imaginei montado num raio laser projetado para o espaço, mas mesmo assim a sensação de tedio é dominante, já que se levam anos e anos luz, numa viagem em que o cenário pouco muda.
Achei melhor confiar nos velho Einstein e nas teorias que ele nos legou advindas destas viagens astrais porque afinal seu cérebro privilegiado, podia ver coisas mesmo viajando na velocidade da luz, que cérebros medianos nem podem sonhar, muito menos conceber.
Ele disse, traduzindo para a linguagem banal que nada é o que parece e todo o universo é uma estrutura que se move e se modifica o tempo todo. Constatou que o que nós chamamos de realidade é algo só nosso já que ela depende do ponto de vista do observador. Ou seja, este mundo de Einstein é um mundo de múltiplas e infinitas possibilidades e cada qual de nós tem a sua realidade exclusiva.
Este mundo é despojado de todas as certezas e o absolutismo cedeu lugar ao relativismo onde cada realidade é forjada num piscar de olhos baseada em diretrizes e parâmetros intrínsecos e extrínsecos combinados.
A física tradicional perdeu status para a física quântica quando nossos pensamentos passaram a criar a realidade e não mais observá-la e descrevê-la.
No que se refere às opiniões, a lei da relatividade prevalece. Cada um de nós detém as suas exclusivas, baseadas em valores que assimilamos ao longo do nosso aprendizado, como gafanhotos que somos neste Templo chamado Terra.
Observamos, no entanto, que o império da física tradicional, absolutista, ditatorial, ainda prevalece entre pessoas bem informadas que se travestem com pensamento progressista ou conservador, quando afirmam com absoluta certeza suas teses como únicas e ungidas, e quem mais pense diferente é desonesto, hipócrita, idiota e outros adjetivos mais contundentes.
Resolvi enquanto escrevia este texto que vou continuar buscando, nesta viagem entre as estrelas, montado em um raio de luz, o equilíbrio e a inspiração necessários para prosseguir nesta busca sem de fim de respostas, que além da dura realidade, além da física dura e imutável, me permitam continuar a sonhar, a sonhar e a sonhar.


João Drummond









sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Destrinchando a Teoria da Conspiração

O acidente que vitimou o ministro Teori vai ser investigado pelos órgãos competentes e suas conclusões divulgados num futuro próximo.
Até lá, como qualquer bom adepto das teorias conspiratórias eu também posso tecer as minhas.
Diz a noticia oficial que o avião de modelo Beechcraft C90GT, prefixo PR-SOM, saiu do aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, às 13h (horário de Brasília). De acordo com funcionários do aeroporto de Paraty, a aeronave caiu no mar por volta das 13h30, momento em que chovia na região.
Sobre o avião: o King Air C-90 é uma aeronave bimotor de pequeno porte e alta performance para uso executivo, com motorização turboélice e cabine pressurizada, com capacidade para transportar confortavelmente quatro ou cinco passageiros em viagens interestaduais (rotas domésticas), fabricada nos Estados Unidos a partir da década de 1970 pela então Beech Aircraft (atualmente Beechcraft Corporation), que utilizou como base o projeto de bimotor a pistão da década de 1960 chamado Queen Air, da mesma marca.
O grande sucesso do projeto King Air (uma variedade de modelos de aeronaves turboélice, iniciada na década de 1960 com o A-90 e, posteriormente, o B-90) é o resultado de uma feliz combinação de características positivas, entre elas a robustez estrutural, design da fuselagem com seção transversal semi-quadrada adotada pela Beechcraft, trem de pouso com amortecedores de longo curso, pressurização e, na época de lançamento, aeronave já motorizada com o motor turboélice PT6-A da marca Pratt & Whitney, resultando em maior velocidade de cruzeiro e altitudes mais elevadas de cruzeiro, em relação aos modelos de aeronaves a pistão.
Toda a linha King Air de aeronaves turboélice acumula mais de 7.000 aeronaves produzidas, incluindo os modelos C-90, F-90, B-200 e 350, um grande sucesso de vendas.
Quais seriam sua fragilidades: Seu pequeno porte que o torna vulnerável em condições de tempo adversas, (chuva e vento forte) e a ausência de caixa preta.
Se alguém quisesse promover um acidente teria que dar força ao azar. Primeiro acompanhar de perto a agenda do Ministro. A decisão de viajar para Paraty naquelas condições de tempo e naquela aeronave foi dele, em ultima instancia.
O aeroporto de Paraty: pelas regras brasileiras, uma aeronave só pode aterrissar no aeroporto de Paraty em condições visuais, isto é, se o piloto conseguir enxergar a pista a 5 km de distância e, ao mesmo tempo, tiver pelo menos 450 metros de teto (a visibilidade vertical, ou altura máxima acima do nível do mar).
Se as condições estiverem ruins, o piloto deve retornar ao aeroporto de origem ou buscar um destino alternativo. É diferente de um aeroporto que opera sob instrumentos, como o de Congonhas, por exemplo, em que mesmo sob condições climáticas desfavoráveis um avião consegue aterrissar. Não se sabe se as condições no momento permitiam a operação.
Há relato de testemunhas, não se sabe se procede que teriam observado manobras erradas do piloto.
Agora vamos à possiblidades de um provável conspirador.
Tendo seguido o ministro de perto e estando perto do avião e de seus procedimentos padrão, poderia, por exemplo, batizar a agua consumida pelos passageiros e piloto, de maneira a provocar sono ou redução de alerta, ou então colocar algum produto solido ou liquido que se volatizasse na cabine com o calor do motor.
Noutra vertente poderia também batizar o combustível do avião para provocar pane ou mau funcionamento. Depois disto apostaria no mal tempo e nas características do avião para aumentar as probabilidades de um acidente. Se não desse certo tentaria em outra oportunidade.
Esta é apenas mais uma teoria. Pode ter sido apenas uma conspiração do destino afinal.

João Drummond
 






segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Guerra C ou o Mito dos Coxinhas


Depois de três tentativas frustrada, o PT finalmente chegou à presidência da republica em 2003 com o primeiro mandato de Lula. Aplicando uma politica inovadora e sendo favorecido por uma conjugação de fatores externos e internos, seu governo teve o reconhecimento nacional e mundial com resultados favoráveis no campo social e na economia.
O sucesso de seu primeiro mandato foi traduzido em conquista do segundo mandato em 2007 quando a maioria dos eleitores brasileiros o consagrou nas urnas consolidando sua imagem de líder popular.
Segundo a narrativa o Brasil vivia uma plena democracia e estado de direito, e um novo milagre brasileiro na contramão da crise da economia mundial causava ao mundo assombro e admiração. O Brasil, segundo consta, se tornava credor do FMI, saia do mapa da fome e criava milhões de novos empregos numa pujante economia. Aí veio pré-sal que concedia ao país um lastro financeiro equivalente a um cheque especial ilimitado.
Lula bancou e levou sua pupila Dilma a uma nova vitória do Partido dos Trabalhadores em 2011, quando a crise mundial já dava sinais claros que era mais do que uma simples marolinha.
Veio o Mensalão, nome dado ao escândalo de corrupção política mediante compra de votos de parlamentares no Congresso Nacional do Brasil, que ocorreu entre 2005 e 2006. O caso teve como protagonistas alguns integrantes do governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, membros do Partido dos Trabalhadores (PT), Popular Socialista (PPS), Trabalhista Brasileiro (PTB), República (PR), Socialista Brasileiro (PSB), Republicano Progressista (PRP), e Progressista (PP). [1][2], sendo objeto da ação penal de número 470, movida pelo Ministério Público no Supremo Tribunal Federal.
Dilma conquistou um novo mandato em 2014 usando para isto um modelo fortemente intervencionista para sustentar artificialmente, uma economia que já dava sinais claros de esmorecimento.
 Após ganhar estas novas eleições o governo Dilma adotou medidas que segundo ela, seriam adotadas por seu adversário Aécio Neves, se os brasileiros lhe concedessem através do sufrágio universal, a cadeira presidencial.
Isto foi visto por parte do eleitorado como um estelionato eleitoral, e investigações da policial federal e do ministério público começaram a desvendar o maior esquema de corrupção já visto no mundo que envolvia a Petrobras, políticos de vários partidos, agentes públicos e empreiteiras, e tinha como objetivo alimentar um projeto de perpetuação no poder do Partido dos Trabalhadores e seus aliados.
Para sustentar uma narrativa favorável, o PT teve que criar uma figura insólita: o coxinha, assim chamados membros das elites de perfil conservador ou de direita que tinha a única intenção de destruir o PT em função dos seus méritos na economia e nas politicas sociais.
Negaram então que esta mesma figura representada pelo eleitor mediano, assim como um dia lhe concedera seu voto, agora o negava por não mais acreditar em seu fracassado projeto.
Seria como se eleitores com perfil democrático estivessem, do nada se transmutando, (como em Guerra Z), em zumbis teleguiados pelas forças golpista e reacionárias com um único intuito: destruí Lula e o PT.
Ou seja, democráticos quando votam a favor e coxinhas quando votam contra.
Só que as recentes eleições mostraram que, seguindo esta narrativa, os coxinhas se multiplicaram e repudiaram não só a politica do PT, mas o modelo político brasileiro como um todo.
Alias este é um elemento em que devem se debruçar os cientistas políticos, abandonando de vez teorias conspiratórias que não se sustentam em fatos, para tentar desvendar o porquê do repudio e do distanciamento da sociedade, com relação aos políticos tradicionais e a este modelo político ultrapassado e falido.
Se as eleições são um dos principais alimentos da democracia, tem cada vez mais eleitores preferindo passar fome a escolher num cardápio cada vez mais deteriorado e apodrecido.

João Drummond



sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Impeachment - O Julgamento Politico/Jurídico

Durante os debates na comissão do impeachment da ex-presidente Dilma um dos argumentos mais recorrentes de sua defesa foi que, outros presidentes anteriores a ela também praticaram os mesmo atos sem que isto lhes fosse imputado como crime.
O que se pode questionar daí? Uma falha na aplicação da lei nos casos anteriores, ou uma falha no caso atual?
Na verdade houve muitas tentativas de impeachment no passado, e o Partido dos Trabalhadores foi um campeão nestas proposições.
A única diferente nestes casos foi que aqueles presidentes não haviam perdido sua base parlamentar de tal modo que mesmo que fossem constatados crimes, esta base impediria a aplicação do instituto em questão.
Por se tratar de um julgamento politico/jurídico isto faz toda a diferença como foi observado também no caso de Collor.
A lei está sujeita a interpretação e seus textos podem suscitar duvidas, mas os juízes naturais nestes casos são os senadores, sob comando do presidente do supremo.
Qual seja, se a maioria entender que os pressupostos políticos/jurídicos estão presentes o impeachment prospera, garantido o contraditório.
Poderíamos argumentar ainda que a não aplicação da lei no passado não gera jurisprudência por si só, já que tanto a lei quanto a sociedade e seus mecanismos de controle evoluem.
Sabemos também que no que tange a aplicação da lei, no passado era muito mais difícil se punir um politico do que atualmente, em função das famosas carteiradas.
Como mero exemplo se um filho de deputado fosse pego numa transgressão no transito, ao revelar o nome do pai, ele era liberado e o policial que o advertiu, admoestado pelo seu comandante.
Todos sabemos também que crimes de responsabilidade fiscal e orçamentaria são muitos comuns entre os políticos e administradores públicos, e a falhas da lei não podem servir de pretextos para deixar de se punir quem quer que seja, se o dito for alcançado pelos sistemas chamados controles legais.
Quanto mais forem punidos melhor para a sociedade. Aí podem questionar: Porque logo a Dilma? Na verdade é porque a ex-presidente desconsiderou e menosprezou o peso do congresso, e permitiu que se configurasse a conjugação dos fatores que levaram ao seu impeachment.
Lula disse no começo do processo que estava se desenhando uma guerra que deveria ser enfrentado em todos nos níveis possíveis. Convocou a militância e os movimentos sociais, a imprensa a favor, com seus jornalistas e articulistas, artistas, juristas, religiosos, denunciou a Deus e ao mundo com a narrativa forte do golpe na OEA, ONU e UNASUL.
Os resultados estão aí e todos nós brasileiros perdemos até agora, já que os nossos grandes problemas sociais se acentuaram. A classe politica está desacreditada com um todo e não conseguimos ver uma luz no fim do túnel.
O que fica cada vez mais evidente para todos nós é que o combate à corrupção ascendeu a nossa pauta numero um porque ela se personifica como a “mãe de todos os crimes”. E esta, com foi um dia a escravidão, é uma luta que se trava no campo de conceitos e valores de uma sociedade.

João Drummond







domingo, 28 de agosto de 2016

A Espera de um Milagre?

Os próximos dois dias serão, provavelmente, os mais longos da história da presidente Dilma. Após as oitivas das testemunhas no processo de impeachment, o cronômetro passa a correr, marcando o compasso da sua ultima e derradeira fase.
Qualquer que seja o resultado, a democracia terá cumprido seu curso na história e a legalidade prevalecido sobre todas as profecias e prognósticos.
Não falo de uma democracia perfeita, ideal, mas da criança em pleno crescimento, que com suas incongruências e imperfeiçoes, continua sua trajetória, tendo como referencia o sonho acalentado por Clístenes, como um farol a brilhar no ideário da consciência.
Impeachment para uns, golpe para outros, é possível se fazer um prognostico do seu resultado, na antevéspera do ato final?
A resposta é não, já que qualquer senador por qualquer motivo, ou mesmo sem, pode mudar seu voto. Considerando os votos já declarados de um lado e outro, dados por razões ideológicas e/ou partidárias, a solução final será prerrogativa dos senadores que se dizem indecisos.
Até agora não houve no processo algum fato extraordinário que nos leve supor a possiblidade de um resultado diferente que o que ocorreu quando da admissibilidade do processo.
O senador Cristovam Buarque, em resposta ao professor Ricardo Lodi, na condição de informante, retratou bem esta situação. Disse ele que não tinha duvidas quanto às questões politicas que envolvem todo o processo, qual seja de que Dilma não tem condições mais de governar o País, e que sua permanência seria prolongar a crise politica e na economia.
Disse também que nesta fase do impeachment carregava ainda duvidas no seu aspecto jurídico e resolveria estas duvidas com base no enunciando “In Dubio Pro Societate…”, traduzido em sua opinião que vota pelo Brasil.
Esta posição deve prevalecer entre a maioria dos senadores que se declaram indecisos.
Poderia Dilma reverter algum voto com sua defesa no Senado? Praticamente impossível porque ela teria que convencer alguns senadores que até então tem sido tratados por golpistas, e obter apoio popular dentre a classe de cidadãos que são adjetivados por ela e seus adeptos de coxinhas, elite conservadora e direita golpista.
A narrativa do golpe pode ter sido boa pra agregar e motivar a militância, mas não vai conseguir impedir o seu afastamento, e se Temer não é considerado a solução ideal para governar o Brasil, é visto como a solução possível e um mal menor.
O senador Roberto Requião sugeriu que ela deveria se valer em sua defesa do fisiologismo consciente, que na pratica seria comprar os votos necessários para barrar o impeachment. Ou seja, isto mostra que os defensores da democracia e da legalidade estariam dispostos a se rebaixar à politica mais baixa e suja para conseguir resultados favoráveis.
Infelizmente para eles até neste quesito o traidor Temer leva vantagens, e por outro lado reforça a tese que a nós cidadãos restaram poucas margens de escolhas.
Entre as opções que nos estão servidas neste cardápio podre da politica nacional só nos resta aquelas que não nos matem de intoxicação e diarreia. Triste nossa sina.

João Drummond